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Professor completa 22 dias em greve de fome, denunciando desafios na Rede Estadual de Educação.




Ação extrema de educador coloca em destaque as adversidades enfrentadas pelos professores e clama por mudanças.




O professor Eullisses Gomes Bueno, que leciona filosofia na rede estadual de ensino, está atualmente em uma greve de fome. Ele não apenas é conhecido por seu papel como Coordenador de Gestão Pedagógica na Área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas e suas Tecnologias, mas também ministrava disciplinas como Filosofia, Sociologia, UC1, UC4 e uma Eletiva na escola. Sua presença na EE "Dona Irene Machado de Lima" é destacada. Essa ação corajosa coloca em evidência os desafios e dilemas enfrentados pelos educadores, abordando questões como estabilidade no emprego, alocação de aulas e a falta de diálogo dentro da Secretaria Estadual de Educação. A greve de fome do professor ressalta a importância urgente de reavaliar e revisar as políticas educacionais vigentes.

Em entrevista exclusiva, o professor Eullisses compartilhou detalhes sobre sua jornada e os efeitos físicos que têm enfrentado desde o início da greve, sobretudo a perda de peso significativa que experimentou ao longo das semanas de greve. Desde o início do protesto, ele já perdeu aproximadamente 13 quilos. Essa drástica transformação física reflete a extensão do compromisso do professor com sua causa e a profundidade de sua determinação.

Durante a entrevista, o professor Eullisses abordou diversos aspectos que contribuem para a complexidade dos desafios educacionais. Ele relatou incidentes de intolerância religiosa e provocação por parte de alunos, além de ter compartilhado a falta de apoio de autoridades escolares em relação a essas questões. A entrevista também revelou a situação de alocação de aulas e as dificuldades enfrentadas pelo educador para cumprir sua agenda profissional.

Apesar de seus esforços em buscar soluções e diálogo, o professor ressaltou a ausência de uma resposta significativa por parte da Secretaria Estadual de Educação. Sua suspensão abrupta e a falta de apoio ao tentar resolver as questões abordadas na entrevista deixam evidente a complexidade dos problemas que ele enfrenta como educador. Ele afirma não ter recebido nenhum comunicado em relação a sua cessação e que a diretora omitia informações relevantes.

Em resumo, a manifestação de protesto por parte do Professor Eullisses Gomes Bueno ressalta os desafios enfrentados por educadores e destaca a necessidade de reformas na Secretaria Estadual de Educação. A greve de fome que já perdura por mais de duas semanas, continua a chamar a atenção para as questões de estabilidade, atribuição de aulas e falta de diálogo. O protesto ressoa como um apelo por mudanças significativas na política educacional.

Um protesto prolongado: determinação em meio às dificuldades

Desde que iniciou sua greve de fome, Eullisses Gomes Bueno se mantém firme em sua determinação de chamar a atenção para a difícil situação enfrentada pelos educadores da rede estadual. Sua ação extrema ilustra a profundidade dos desafios e dilemas que muitos professores têm enfrentado em sua busca por melhores condições de trabalho e estabilidade. “Depois de muita luta eu consegui um advogado no sindicato pela central da APEOESP, não foi fácil, a subsede Regional lá de Itapeva que pertence a Apiaí, não deu respaldo nenhum para me socorrer na minha situação.” Afirma.

Um olhar sobre a situação: atribuição de aulas e estabilidade precária

O caso do professor Eullisses Gomes Bueno não é apenas um protesto individual, mas reflexo de problemas sistêmicos que afetam a rede estadual de ensino. A falta de estabilidade, evidenciada pelo afastamento abrupto de Eullisses, de sua posição na escola PEI EE Dona Irene Machado Lima em Registro, ressalta a vulnerabilidade dos educadores diante das mudanças nas políticas educacionais que se veem obrigados a fazer jornadas exaustivas e improdutivas devido às distâncias geográficas. Seu protesto corajoso levanta questões cruciais sobre a realidade vivida por esses profissionais.

O professor discutiu as complexidades das atribuições de aulas, especialmente após um período de férias. Ele compartilhou como, no retorno às atividades, foi surpreendido por um comunicado que o suspendia de suas funções anteriores e o realocava em três escolas diferentes, a uma considerável distância uma da outra e de sua residência. "Recebo um comunicado que eu estava suspenso, cessado, e que era para ir a atribuição de aulas.” Ressaltando a incerteza que essa mudança repentina trouxe a sua rotina.

Apoio e reconhecimento: solidariedade da comunidade educacional

A greve de fome de Eullisses Gomes Bueno tem ganhado amplo apoio de diversas frentes, inclusive da APEOESP. O presidente Fábio Santos de Moraes informou que, desde 2022, a entidade vem se posicionando e combatendo resolutamente a imposição do Projeto de Ensino Integral (PEI), como proposto pelo governo estadual. Além disso, o presidente da APEOESP, por meio do compartilhamento de um documento, ressaltou o compromisso da entidade na defesa da qualidade educacional – Sindicato Estadual dos Professores – Deputados e também o professor Aldo Santos, membro da Diretoria Estadual da APEOESP, Vice presidente da APROFFIB e Diretor de relações sindicais da APROFESP, tem se unido a essa causa e vem acompanhando o dia a dia da greve do professor, através de uma manifestação solidária. Ele destaca com veemência: “É impossível um professor ser afastado do seu trabalho e ter aulas atribuídas a mais de 100 km da sua casa, isso é incompatível. Portanto, as autoridades precisam tomar providências, porque é na verdade uma espécie de castigo que visa, dentre outras possibilidades, inviabilizar a continuidade do professor lecionando no Estado de São Paulo.” Sua participação ativa e envolvimento destacam a relevância deste movimento e reforçam a necessidade de uma educação justa e acessível para todos.

Durante nossa busca por um entendimento mais amplo sobre a situação do professor Eullisses, tivemos a oportunidade de conversar com Dona Rosa Helena da Silva Nascimento e Braz da Silva, irmãos que desempenham um papel significativo no apoio a Eullisses. Como pai de um aluno e defensores ativos do professor, eles compartilharam suas perspectivas sobre a situação.

Dona Rosa Helena da Silva Nascimento e Braz da Silva foram unânimes em sua crença de que Eullisses está sendo alvo de injustiças. Braz compartilhou: “Eu não participei, mas foi uma confusão imensa na escola, com pessoas se voltando contra ele. Se ele fosse uma pessoa de má índole, certamente não estaria acolhido em minha casa.” Essa afirmação ressalta a convicção na integridade do professor Eullisses e acrescentou que um amigo pessoal, Ivan, jornalista e trabalha no programa 'Balanço Geral', o visitou e conduziu uma entrevista. Braz compartilhou que em breve essa entrevista será transmitida, proporcionando uma oportunidade adicional de esclarecimento sobre a situação.

Ambos Dona Rosa e Braz demonstraram uma sincera preocupação com a situação do professor Eullisses. Eles destacaram que consideram Eullisses parte de sua família e estão acompanhando de perto os desdobramentos dessa questão. Com um senso de esperança, eles expressaram o desejo de que a situação seja resolvida de maneira justa e rápida.

Enquanto a greve de fome continua, o apelo de Eullisses por mudanças ressoa cada vez mais alto, ecoando entre educadores e defensores da educação. Seu protesto não apenas ilumina os desafios enfrentados pelos professores, mas reforça a importância de um sistema educacional justo, estável e que valorize os profissionais que dedicam suas vidas à formação das futuras gerações.


Professor em greve de fome: um protesto pela educação pública


Na busca incansável por defender a educação pública e os profissionais que dela fazem parte, o deputado estadual Carlos Giannazi, professor e diretor de escola pública em São Paulo, tem se destacado como uma voz incisiva na Assembleia Legislativa, onde integra a Comissão de Educação. Em uma entrevista recente, ele trouxe à tona a preocupante situação do professor Eullisses Gomes Bueno, que há 20 dias encontrava-se em greve de fome como forma de protesto contra o autoritarismo e as arbitrariedades que permeiam a rede estadual de ensino.

Carlos Giannazi, enfatizou que a greve de fome do professor Eullisses reflete a gravidade das questões enfrentadas por educadores em todo o sistema educacional. A situação é agravada pelo sistema de designação de cargos na escola PEI, onde os professores não possuem lotação fixa e estão sujeitos a decisões arbitrárias da direção. "Esse modelo é excludente, que exclui alunos e persegue professores, funcionários", ressaltou o deputado evidenciando a precariedade do ambiente de trabalho nesse tipo de escola. “A história do professor Eullisses serve como exemplo de um problema sistêmico que afeta muitos educadores, levando-o a tomar a medida extrema de iniciar uma greve de fome para chamar a atenção para sua causa.”

Giannazi detalhou as medidas que já foram tomadas em sua função legislativa para pressionar a Secretaria Estadual de Educação e a diretoria de ensino de Registro a responderem às demandas do professor Eullisses. No entanto, ressaltou a importância da mobilização de entidades e sindicatos para garantir que a luta do professor não seja isolada, mas sim um reflexo das lutas de milhares de profissionais que enfrentam desafios similares. “É grave a situação. Eu, como já disse, tomei providências, já pressionando a Secretaria Estadual de Educação e a diretoria de ensino de Registro. “Então, como deputado, posso denunciar e pressionar. É isso que estou fazendo o tempo todo, para que a reivindicação dele seja atendida. E é isso que vou continuar fazendo. “Nós lutamos para que ele seja reconduzido à escola em que trabalhava e não pode ser perseguido.” “Vou continuar fazendo esse movimento até que o professor seja reintegrado.”

Nesse cenário complexo, a greve de fome do professor Eullisses assume um papel simbólico, representando não apenas sua própria luta, mas a batalha de toda a comunidade educacional por melhores condições de trabalho, diálogo efetivo e valorização profissional.

A história do professor Eullisses é um lembrete contundente de que as batalhas travadas em prol da educação pública são fundamentais para garantir um futuro promissor para toda a sociedade. Enquanto a greve de fome perdura, ela também se torna um símbolo da resistência dos educadores, uma voz que clama por mudanças profundas e necessárias em nosso sistema educacional.

Entramos em contato com a Diretoria Regional de Ensino de Registro solicitando um posicionamento sobre a situação do professor, e fomos aconselhados a entrar em contato com a ASCOM.(órgão responsável pelo planejamento, coordenação e execução da política de comunicação social da Secretaria da Fazenda e Planejamento, em consonância com o Sistema de Comunicação do Governo do Estado de São Paulo)

Entramos em contato com Diretor Lucas Ramos da EE Dona Irene Machado de Lima (Registro – SP) e até o fechamento não obtivemos resposta.


História por: Maria Lúcia Silva Santos



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