09 de outubro. Aniversário da "morte" de Che Guevara.


Por: Marcelo Reina*



Já esperava NÃO ver notas oficiais nos partidos e movimentos de esquerda brasileira. Isso se repete todo ano. Aqui comandante, você não é lá muito reconhecido, te vejo em algumas camisas eventualmente, mas aqui não temos o hábito de ler seus textos, preferimos os de autores europeus.


Hoje resolvi ler parte do que escreveu no Sierra Maestra... Acho que você tem feito muita falta por aqui.


Resolvi então ler, pela milionésima vez, o relato de seu assassinato (THE EXECUTION OF CHE BY THE CIA

- Michele Ray -https://www.unz.com/print/Ramparts-1968mar-00021). Difícil não se emocionar comandante... Muito difícil!


Che Guevara estava ferido com tiro na perna. Foi capturado e levado para uma escola em uma pequena aldeia na Bolívia.

Cerca de 30 minutos antes de Guevara ser morto, tentaram questioná-lo sobre o paradeiro de outros guerrilheiros, mas ele permaneceu em silêncio. Um membro da CIA, e alguns soldados bolivianos, o levaram para fora da cabana para desfilar diante de outros soldados bolivianos onde ele posou para uma fotografia ao lado de Guevara, uma tentativa de humilhação.. Depois disso, esse homem da CIA disse a Guevara que ele seria executado. Poucos minutos depois, o assassino sargento Terán entrou na cabana para atirar nele, que neste momento se levantou e falou suas últimas palavras: "Eu sei que você veio me matar. Atire, covarde! Você só vai matar um homem!". Terán hesitou, depois apontou a carabina M2 de carregamento automático e abriu fogo, atingindo-o nos braços e nas pernas. Então, quando se contorceu no chão, aparentemente mordendo um de seus pulsos para evitar gritar, Terán disparou outra vez, ferindo-o fatalmente no peito. Guevara foi declarado morto às 13h10, horário local, do dia 09/10/1967. Ao todo, foi baleado nove vezes por Terán, cinco vezes em suas pernas, uma vez no ombro e no braço direito e uma vez no peito e na garganta.



Pouco antes de o "matarem", Che foi questionado por um dos soldados que o vigiavam se ele estava pensando em sua própria imortalidade. "Não", ele respondeu, "estou pensando na imortalidade da revolução".



Algumas horas antes de morrer Che Guevara pediu para falar com a professora da escola onde estava preso. A professora se chamava Julia Cortez, uma jovem de 22 anos. Durante sua curta conversa, Che apontou para a professora o mau estado da escola, afirmando que era "anti-pedagógico" esperar que os estudantes camponeses fossem educados lá, enquanto "funcionários do governo dirigem carros Mercedes", e declarando que "é contra isso que nós estamos lutando.



Meses antes, durante sua última declaração pública à Conferência Tricontinental,Guevara escreveu seu próprio epitáfio, declarando: "Onde quer que a morte possa nos surpreender, que seja bem-vinda, desde que este nosso grito de guerra tenha chegado a algum ouvido receptivo e outra mão possa ser estendida para manejar nossas armas".


Você estava certo comandante: eles não podem matar a primavera.


Enquanto houver um guevarista nesse mundo: você estará vivo.


"Hasta la victoria siempre".


Marcelo Reina.Fisioterapeuta, Professor Universitário, Militante aguerrido das causas humanitárias.

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