A força da mobilização adia mais uma vez o PL 1316/25
- Aldo Santos

- há 1 dia
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A pressão dos professores e das professoras na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) NO DIA 07/07/2026, garantiu mais uma importante vitória para a categoria: mais uma vez, a votação do Projeto de Lei nº 1316/25 foi adiada. Esse resultado é fruto direto da mobilização, da unidade e da resistência intransigente dos trabalhadores e das trabalhadoras da educação paulista.
O adiamento, porém, não encerra a batalha. O governo de Tarcísio de Freitas insiste em uma política de ataques severos à educação pública, aos direitos dos profissionais e à gestão democrática das escolas. O PL 1316/25 é peça-chave desse projeto de desmonte, que aprofunda a precarização das condições de trabalho, enfraquece a escola pública e desvaloriza quem está diariamente na linha de frente das salas de aula e avança na privatização da Escola Pública no Estado de São Paulo.
O desmonte da educação pública em SP
A tragédia vivida pela educação em São Paulo não começou agora, mas ganhou contornos alarmantes sob a atual gestão. Evidenciam um governo que trata a educação como um mero problema administrativo — e não como um direito social fundamental — as seguintes ações:
Imposição de políticas sem qualquer diálogo com a comunidade escolar;
Aumento abusivo da pressão sobre professores e gestores;
Retirada sistemática de direitos históricos;
Falta de investimentos reais nas necessidades estruturais das escolas.
O movimento "Fora, Feder!"
Nesse contexto de sufocamento, cresce em todo o estado o movimento "Fora, Feder!". A categoria denuncia a condução da Secretaria da Educação por Renato Feder, marcada por medidas autoritárias, excesso de cobranças, proliferação de plataformas digitais que sobrecarregam o trabalho docente e uma ausência crônica de políticas efetivas para os desafios reais da periferia e do interior.
O clamor pelo afastamento do secretário expressa o esgotamento e a insatisfação de milhares de profissionais que se recusam a ver a pedagogia ser substituída por métricas frias de aplicativos.
A luta continua
A vitória do adiamento nos mostra o caminho, mas a guarda não pode ser baixada. É fundamental ampliar a mobilização dentro das escolas, fortalecer a unidade da categoria e intensificar a pressão sobre os deputados estaduais para derrotar definitivamente o PL 1316/25.

Somente com organização e participação ativa será possível barrar os retrocessos do governo Tarcísio, defender a escola pública, garantir a dignidade de seus trabalhadores e construir uma política educacional que, de fato, valorize quem faz a educação acontecer todos os dias. Aldo dos Santos para o ABCdaLUTA

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