VISITA AO QUILOMBO DO CARMO!
- Aldo Santos

- 27 de nov. de 2022
- 2 min de leitura
Atualizado: 27 de nov. de 2022

Aldo dos Santos***
Com a luta e união do nosso povo construiremos Palmares de novo!
Como atividades do Mês da Consciência Negra, o movimento organizado pelo Fórum de combate ao Racismo de São Bernardo do Campo, visitaram o Quilombo do Carmo, em São Roque - SP, para hipotecar irrestrita solidariedade e apoio a luta histórica de resistência deste povo, assim como denunciar a opressão do capital e da especulação imobiliária contra nosso povo pobre escravizado ao longo da nossa história.
Fomos bem recebidos pelas lideranças da comunidade que orgulhosamente contavam suas histórias tendo sempre em mente a contribuição dos antepassados como valentes e resistentes lutadores contra a escravidão.

Foi uma grande aula para os professores/as, alunos/as sobre o injustificável sofrimento perpetrado pela escravidão no Brasil em grande parte do mundo.
Após apresentação e troca de experiências, fomos visitar a antiga Casa Grande e a Senzala, que há mais de 150 anos ainda denunciam a forma e vestígios de como os antigos fazendeiros escravagistas muitas vezes ávidos por lucro e em nome da fé cometiam todo tipo de atrocidade com os escravizado.
“O Quilombo Carmo, em São Roque-SP, foi certificado como remanescente de quilombo pela Fundação Cultural Palmares.
Constituição da República Federativa do Brasil de 1988
FCP – Fundação Cultural Palmares
Nome Atribuído: Quilombo Carmo
Localização: São Roque-SP
Processo FCP: Processo n° 01420.000270/1999-56
Certificado FCP: Portaria n° 23/2007, de 39116
Quilombos certificados (2020)
Resolução de Tombamento: Art. 216. Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, nos quais se incluem: […] § 5º Ficam tombados todos os documentos e os sítios detentores de reminiscências históricas dos antigos quilombos.
Fonte: Constituição Federal de 1988.”
http://www.ipatrimonio.org/sao-roque-quilombo-carmo/#!/map=38329&loc=-23.535420965841336,-47.129223404341424,17
Observa-se por parte dos governantes verdadeiro abandono e tentativa de apagamento da história do nosso povo que nos dias atuais ainda são vítimas do ódio da classe dominante, que mantem a exclusão, a segregação e a criminalização dos movimentos e lutadores sociais.

O estado de conservação da casa grande e da senzala é lastimável por parte das autoridades que deveriam preservar a história e a memória de uma das maiores tragédia da humanidade que foi a existência indefensável por parte do poder politico e religioso da época, verdadeira profanação da condição existencial do nosso povo.

Nada substitui a presença física no lugar dos fatos históricos, muitas vezes citados nos livros didáticos, que de forma distorcida tentam amenizar a dor e o sofrimento dos esmagados da terra.
A escravidão negra surge com as primeiras relações pré-capitalistas, onde os colonizadores transformam tudo em mercadoria e lucram fortemente vendendo seres humanos pelo mundo a fora.
Ou seja, estamos numa permanente guerra entre opressores e oprimidos ao ponto que ainda hoje um jovem negro da periferia é assassinado a cada 23 minutos.

Como disse o militante, Dr. Manoel Domingos, “O Brasil é um grande Quilombo”, e com a força organizada e revolucionaria do nosso povo, construiremos Palmares e Palmares de novo.
Aldo dos Santos – Militante do movimento negro, Professor de filosofia da revolução e membro do Psol.


Eu estive nessa luta lourival Adão do Carmo junior meu pai lourival Adão do Carmo hoje estou fora excluído tenho nome no ministério público faço parte dessa luta devido a isso Rebeca do Incra fala que o Carmo não tem interlocução temos muito Medeiros mas precisamos de uma defesa maior pra nos unirmos itesp e Incra temos q nos unirmos a força não para sou erdeiro queremos unir na força
Sem dúvida nenhuma, foi uma grande experiência. Muito melhor compreendida lendo este texto que contextualiza, este e todos os movimentos de resistência do nosso povo!