O MOVIMENTO COMUNISTA E OS NOVOS HUMANOS
- Aldo Santos

- há 2 horas
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O movimento comunista é a luta pelo fim do capitalismo, pondo fim a todas as formas de exploração do homem pelo homem, por uma sociedade sem classes. Fim de todas as alienações.
À frente da luta da classe trabalhadora, pelo fim de sua opressão e exploração pelo classe capitalista, tem como meta final a libertação humana, de toda a humanidade.
Por isso, o movimento comunista é expressão da construção de novos humanos, de pessoas comprometidas com uma nova ética, fundamentada no anti-egoismo, na cooperação, na solidariedade,contra um mundo em que o ser humano tem de derrotar o outro na busca por meio de viver. Contra uma sociedade em que um ser humano explorar ou roubar o outro é considerado normalidade; coisa da essência da própria moral burguesa.
É levado por estes princípios que, ao longo da história, milhões de comunistas deram tudo de si e a propria vida pela melhora da vida da classe trabalhadora e suas conquistas, econômicas políticas e ideológicas.
Desde quando surgiu a classe trabalhadora moderna, provinda da fase capitalista industrial , os comunistas, principalmente a partir da publicação do Partido Comunista , sempre se fizeram presentes nas luta do povo trabalhador, na prática e na teoria.
Alguém pode perguntar: é possível a movimentação de novos seres humanos na sociedade capitalista?
O que digo é que não só é possível como necessário. Decorre da conformação da consciência socialista, comunista, manifestação cultural e prática contra a classe do capital e sua hegemonia.
Assim, viabilizar uma nova consciência social, contra- hegemônica deve estar na militância política de todos os comunistas, por uma nova hegemonia ,a da classe de todas e todos explorados .
É, por aí que se formam cada vez mais os novos seres humanos, tornando -se com um tempo um fenômeno de multidões
de explorados, de massas de novo tipo.
Para que ninguém pense que a construção de uma nova cultura, liderada pelos revolucionários orgânicos, fica apenas no plano subjetivo, de pura cooperação espiritual, bonita,mas desgarrada da vida real de homens e mulheres, esclareça- se que ser contra-hegemônico é defender a filosofia da práxis, de mudanças práticas da realidade.
A contra-hegemonia é a consciência revolucionária sem a qual revolução não acontece.
É uma movimentação que não imprime ideias, pensamentos tirados de algum mundo em abstrato, ao corpo da realidade. Ao contrário parte da captacão da essência desta para ser teoria e prática.
Faz pouco tempo, participei de uma debate sobre poder popular. A dúvida era se o exercício teórico e prático da construcão do poder da clssse trabalhadora só seria possível após a revolução.
Com dificuldades, chegou-se à conclusão que a construção dele deve acontecer desde já, dentro da própria sociedade capitalista, mobilizando o povo para que crie suas próprias alternativas políticas, a partir de seus problemas concretos, virando sujeito da luta por mudanças no seu coletivo específico, rumo às ações de toda a classe explorada.
De forma espontânea, germes de nova cultura política e teórica ocorrem, em algum nível, em organizações populares, sindicatos, associações de bairros, entidades estudantis...
A questão é aprofundar esta prática.
Quando a ditadura militar levava para os seus porões lutadores era também porque notava a existência de uma luta contra a hegemonia ideológico -cultural vigente , ainda que de forma não sistematizada.
Hugo Chávez e seu movimento bolivariano são o mais recente exemplo de um movimento político e cultural contra-hegemônico, na construção do poder popular, ao organizar conselhos e comunas populares, por quase toda a Venezuela.
O imperialismo, com apoio de seus aliados internos, por isso, passou a ver o líder bolivariano e seu povo,ao lado povo cubano , como seus principais inimigos, resistência ao seu propósito de ter a América Latina como sua colônia continental.
Só a construção de um novo poder, por uma nova hegemonia, pode derrotar o atual, material e espiritualmente.
Em outubro, teremos eleições gerais no país, para quase todos os níveis de cargos públicos.
Seria a momento de candidatos de esquerda ou progressistas usarem o momento para ouvir as demandas da classe trabalhadora, tirando sua linha de atuaçao política de debates, deliberações das comunidades,que, neste sentido, não somente se limitam a ouvir pedidos de votos. Colocam a o candidato a seu serviço. A suas demandas vêm desta lógica.
Isso é germe de poder popular. A massa popular decide.
Daí, surge novas lideranças, temidos pelas forças dominantes, que se veem ameaçadas, perdendo forças.
Por fim, acho que o melhor exemplo de construção de uma cultura contra-hegemônica e poder popular, no Brasil ,é o MST.
Sua Escola Nacional Florestan Fernandes é a grande expressão teórico-prática deste feito.
Alberto Souza.


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