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O grito pelo livramento


Aldo dos Santos***



Mesmo com frio e chuva, a Praça da Sé, São Paulo-Capital estava muito bonita neste dia 7 de setembro de 2022.

Portugal invade o Brasil em 1500, impõe seu estado, sua fé, sua religião, sua ideologia, mata grande parte nossos nativos, protagoniza a escravidão e coloniza a economia e as cabeças dos povos por várias décadas.

Em 1808 uma covarde família real foge de seu país com medo de Napoleão Bonaparte, desaloja milhares de moradores Rio de Janeiro, mas mesmo assim, não conseguem dominar a rebelião dos povos organizados contra a vida nobre da estirpe de Portugal. Acuados, implementam a farsa da independência em 1822, para tentar salvar o domínio de sua real herança de colonizadores.

Numa cena pitoresca, dá o grito de independência no Ipiranga em São Paulo, tentando sufocar e silenciar para sempre o grito dos nativos e dos escravizado!

As revoltas aumentaram, as greves e guerras de guerrilhas se espalharam contra a escravidão, expulsando em 15 de novembro de 1889 o formato de governança, responsável pelo rastro de sangue e matança perpetrado durante a invasão, colonização e o império, e ainda na república.

Com a proclamação da República, entra em cena os militares, defensores da filosofia positivista de Augusto Conte, conforme frase contida no miolo da Bandeira ”Ordem e Progresso”, e até hoje tentam abafar o gritos e gemidos sufocados desde 1500.

Portugal deixa de exercer o domínio sobre o Brasil, entrando em cena a Inglaterra, com o seu domínio econômico e com a introdução de novo mercado, e atualmente, o Imperialismo Americano subordina em grande parte do mundo os países empobrecidos do capitalismo periférico. Como se não bastasse, mais uma vez a ameaça do partido dos militares que assaltaram eleitoralmente o país em 2018 tenta impor medo e terror nos que continuam gritando que este pais tem dono e que o ajuste de conta será inevitável.

Mesmo diante dos que querem instituir a lógica eleitoral como prevalência na agenda das lutas cotidianas, o povo na rua grita contra tudo isso, pois o grito dos excluídos tem como lema o questionamento de que independência é essa e para quem e para quantos, colocando como centralidade a “vida em primeiro lugar”.



O grito que não se cala

O choro que sempre fala,

Pois a história dos opressores

de sangue, mortes e horrores

Não abafará seus fedores.

Nada de flor sem canhão

Nada de canhão sem flores

Pois a história é cruenta,

Dor, resistência, fé, utopia e amores.


Aldo dos Santos - Presente ao Grito dos Excluídos na Praça da Sé em São Paulo.

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