NOTA DE REPÚDIO AOS RECORRENTES ATAQUES FASCISTAS!
- Aldo Santos

- 24 de jan.
- 3 min de leitura

A Executiva Nacional da Aproffib vem a público expressar seu mais profundo e intransigente repúdio às sucessivas investidas fascistas contra a classe trabalhadora, ocorridas neste mês de janeiro.
No dia 05 de janeiro, em frente ao consulado dos EUA, manifestantes em ato em favor da soberania do povo venezuelano foram atacados pelo ex-deputado Douglas Garcia/UNIÃO-SP, em mais uma tentativa de inviabilizar o ato, silenciar vozes populares e criminalizar a solidariedade internacionalista.
Em 14 de janeiro, a sede central da Apeoesp, na Praça da República, foi alvo de ataque protagonizado pelo vereador Kleber Ribeiro/PL, de Guarulhos, e pela vereadora Eduarda Campopiano/PL, de Praia Grande. A ação, marcada por violência verbal e física, pela invasão de espaço coletivo e pela tentativa de desmoralizar a luta histórica das professoras e professores brasileiros, representa uma afronta direta à organização sindical e à defesa da educação pública.
Poucos dias depois, em 17 de janeiro, o mesmo Douglas Garcia invadiu outra manifestação pública no Calçadão da Rua Oliveira Lima, em Santo André/SP, movimento organizado pelo Comitê Popular em Defesa da Venezuela, entidades e partidos de esquerda. Não se contentando com agressões verbais, partiu também para agressão física contra um companheiro presente no ato, gerando tumulto e violência. Não podemos considerar estes ataques dentro da normalidade, pois, a tendência é crescer no futuro próximo com o avanço das forças reacionárias. Neste sentido, é preciso discutir políticas de segurança aos movimentos sociais na garantia de livre manifestação. (Conforme nota publicada pelo ABC da Luta).
Esses episódios, em sequência, revelam um padrão deliberado de intimidação contra diferentes setores da classe trabalhadora e suas formas de organização. Carregam em si os traços do fascismo: o ódio à organização popular, o desprezo pela democracia e a tentativa de silenciar vozes que se erguem em defesa da soberania, da educação pública e dos direitos sociais.
Nós, da APROFFIB, reafirmamos que não aceitaremos qualquer forma de agressão ou desrespeito à nossa profissão e à classe trabalhadora como um todo. A violência contra professoras, professores e demais trabalhadores é também violência contra a sociedade, pois atinge diretamente aqueles que constroem o futuro do país através da educação, da solidariedade e da luta coletiva.
É preciso deixar claro: fascistas, não nos intimidarão. A história da classe trabalhadora mostra que, diante da repressão, respondemos com mais organização, mais unidade e mais luta. O fascismo não passará, porque a força coletiva da educação e da classe trabalhadora é maior do que qualquer tentativa de intimidação.
É fundamental compreender que tais ataques não surgem do nada: eles são expressão da luta de classes em sua forma mais brutal. A burguesia, ao ver ameaçados seus privilégios, recorre à violência e ao autoritarismo para tentar conter o avanço da consciência crítica e da organização popular. O fascismo é, em essência, a arma dos poderosos contra os trabalhadores, uma tentativa desesperada de manter intacta a exploração e a opressão.
Como ensinou Marx, “a emancipação dos trabalhadores será obra dos próprios trabalhadores”. É nesse horizonte que situamos nossa luta: transformar a indignação em força coletiva, elevar o nível de consciência política e fortalecer a unidade da classe trabalhadora. Cabe a nós, professoras e professores, junto com toda a classe trabalhadora, assumir esse papel histórico de resistência e construção de uma sociedade justa, igualitária e livre da exploração.
Chamamos todas as entidades sindicais, movimentos sociais e organizações populares a se somarem na defesa da democracia e da liberdade sindical. Só a unidade da classe trabalhadora poderá derrotar o projeto autoritário que tenta se enraizar nas estruturas de poder.

EXECUTIVA NACIONAL DA APROFFIB
Em, 20 de janeiro de 2026.



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