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“Apesar de você, amanhã há de ser outro dia” — Chico Buarque

Sérgio Linhares***



Apesar de você, amanhã há de ser outro dia — como canta Chico Buarque —, mas para professores e professoras da rede pública as perseguições continuam no presente. A cada atribuição de aulas, a gestão de Tarcísio de Freitas aprofunda uma política que exclui, desumaniza e adoece os profissionais da educação.


O que deveria ser um momento de organização, respeito e garantia de trabalho transforma-se em um processo marcado pela insegurança, pela instabilidade e pelo medo. Educadores com anos de dedicação à escola pública são tratados como descartáveis, empurrados para a perda de aulas, para a precarização e para o sofrimento emocional.


Essa forma de atribuição não é mero problema administrativo; é parte de um projeto político que desvaloriza a educação pública e enfraquece quem a sustenta no cotidiano. Ao adoecer professores e professoras, compromete-se também o direito dos estudantes a uma educação de qualidade.


Ainda assim, seguimos resistindo. Porque educar é um ato político e de esperança. Denunciar essas práticas é afirmar a dignidade da categoria e lembrar que, apesar de tudo, amanhã há de ser outro dia — mas ele só virá com luta, organização coletiva e defesa intransigente da escola pública.


Sérgio Linhares

Professor, presidente do Instituto Vida e militante da APEOESP

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OS TEXTOS PUBLICADOS SÃO DE INTEIRA RESPONSABILIDADE DOS AUTORES

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