2026: ANO DE DISPUTA POLÍTICA, ANTI-IMPERIALISTA E DE CONSTRUÇÃO DO PODER POPULAR
- Aldo Santos

- 3 de jan.
- 3 min de leitura

O calendário do Ano Novo sempre se inicia com fortes indicativos sobre os rumos da luta de classes. O 1º de janeiro carrega a memória viva das revoluções que desafiaram o imperialismo e abriram caminhos para os povos oprimidos.
Em 1º de janeiro de 1959, a Revolução Cubana derrotou a ditadura de Fulgencio Batista e impôs uma derrota histórica ao imperialismo norte-americano.
Em 1º de janeiro de 1804, a Revolução Haitiana, liderada por escravizados, derrotou a França colonial e criou a primeira república negra independente do mundo.
Essas datas não simbolizam uma “paz abstrata”, mas sim a paz construída pela luta, pela soberania e pela ruptura com a dominação imperialista.
Hoje, o mesmo imperialismo que cerca Cuba há décadas ataca a Venezuela, impondo sanções, bloqueios e ameaças de intervenção para destruir a Revolução Bolivariana e controlar as maiores reservas de petróleo do planeta. Essa ofensiva é parte de uma estratégia mais ampla que mira também o Brasil, dada sua riqueza mineral, extensão territorial e centralidade geopolítica na América Latina.
Defender a Venezuela em 2026 é defender:
a soberania da América Latina;
a autodeterminação dos povos;
o futuro do Brasil;
a possibilidade de um projeto popular e anti-imperialista.
Por isso, 2026 não pode ser apenas um ano eleitoral. Deve ser um ano de organização, formação, mobilização e disputa de poder.
EIXOS DO PLANO DE AÇÃO 2026
1. Eixo Internacionalista e Anti-Imperialista
(Venezuela como centro da disputa)
Consolidar o Comitê de Solidariedade ao Povo Venezuelano como espaço permanente de ação política.
Denunciar sanções, bloqueios e ameaças de guerra como formas de terrorismo imperialista.
Organizar atos públicos, manifestações e atividades em frente à embaixada dos EUA.
Articular solidariedade com Cuba, Haiti e outros povos sob ataque imperialista.
Produzir materiais políticos que conectem a agressão à Venezuela com os interesses sobre o Brasil.
Objetivo estratégico: tornar a defesa da Venezuela um eixo central da luta anti-imperialista no Brasil.
2. Eixo de Formação Política e Consciência de Classe
Realizar encontros quinzenais de formação ao longo de 2026.
Temas centrais:
Imperialismo ontem e hoje;
Revoluções latino-americanas (Haiti, Cuba, Venezuela);
Fascismo e guerra híbrida;
Limites da democracia burguesa;
Poder popular e organização de base.
Ouvir militantes e observadores que estiveram na Venezuela.
Formar multiplicadores políticos nas bases.
Objetivo estratégico: elevar o nível de consciência política da classe trabalhadora e romper o cerco ideológico.
3. Eixo Eleitoral (Tático)
Participar das eleições de 2026 sem ilusões.
Defender um programa:
anti-imperialista;
em defesa da soberania nacional;
a serviço da classe trabalhadora.
Denunciar o caráter burguês do processo eleitoral:
compra de votos via emendas impositivas;
balcão de negócios do Congresso;
subordinação ao capital financeiro.
Utilizar a disputa eleitoral como tribuna política, não como fim em si.
Objetivo estratégico: usar as eleições como instrumento de denúncia, agitação e organização.
4. Eixo de Organização e Poder Popular
(Para além das eleições)
Fortalecer comitês de base nos bairros, locais de trabalho e estudo.
Articular o comitê da Venezuela com lutas concretas:
emprego;
moradia;
educação;
saúde;
combate à violência de Estado.
Construir práticas de solidariedade concreta e auto-organização.
Preparar a classe trabalhadora para disputas mais profundas de poder.
Objetivo estratégico: disputar o poder para e com a classe trabalhadora, não apenas governos.
SÍNTESE POLÍTICA
A disputa eleitoral é tática.
A disputa do poder é estratégica.
2026 deve ser um ano de:
enfrentamento ao imperialismo;
solidariedade ativa à Venezuela;
formação política;
organização popular;
construção do poder popular.
Este é um projeto inclusivo, coletivo, internacionalista e revolucionário.
Você não é espectador.
Você é parte da luta.
Solidariedade ao povo venezuelano!
Contra o imperialismo!
Pelo poder popular na América Latina!
Comitê de Solidariedade ao Povo Venezuelano
ENFRENTE!


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