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FIM DAS DÚVIDAS: O IMPERIALISMO DIZ O QUE QUER DA VENEZUELA

Alberto Souza ***



Como agia Hitler na Alemanha nazista, explicitando todos os seus desejos de assassino global, o imperialismo norte-americano deixa claro seu jogo criminoso contra a Venezuela e, por extensão, contra nossa América Latina. Expressa, da forma mais descarada possível, seu banditismo, sua condição de maior delinquente da Terra.. Trump diz ao mundo que seu objetivo verdadeiro é roubar o petróleo e outros recursos naturais da Venezuela. Diz que, para isso, pretende ocupar o país. Enfim o presidente do hiperimperialismo , com isso, acaba por confessar ser chefe da maior organização criminosa do Planeta, em forma de um Estado, que gasta um trilhão de dólares por ano com armas para atacar povos em defesa da sua soberania, da liberdade.


O chefe do Grande Delinquente Global não esconde que seu intento criminoso não fica só na dominação do Vanezuela e suas riquezas; deixa claro sua seu intento de ter como colônia de fato toda a América Latina. Seguindo a Doutrina Monroe, " América para os Americanos", tornando visível querer dizer "toda a América Latina para os Estados Unido" , com todas as riquezas que ela tem: o petróleo do povo venezuelano , o nosso Pré-Sal e outras, como terras raras, de que o Brasil é maior possuidor do mundo.


Com meus 84 anos de idade , confesso, não cheguei a imaginar que o banditismo do imperialismo chegasse a tamanha insolência. Antes, ele se comportava com disfarce e até se escondia; ficando, em grande medida, em conspirações não tão visíveis.


No caso do Brasil, o imperialismo começou a participar de forma decisiva na organização do golpe civil- militar de 64, já sob determinacão de presidentes ianques, a comecar por Kennedy, sem que mesmo o governo brasileiro percebesse. Só os cabeças da conspiracão, civis e militares, traidores maiores do país, conheciam que faziam os governos do imperialismo do Norte na organizacão de um golpe gerador de uma ditadura de 21. Ao ponto de nada sabermos sobre a existência de uma operação militar, chamada Brother Sam, criada pelo governo norte-americano, para atacar nosso país , se o golpe fracassasse.


Desta operação chegaram a mares do Brasil, dias antes do Golpe, dois navios de guerra, prontos para agir no país, e mesmo a esquerda mais organizada nada sabia sobre eles.


Nos anos 60, em regra, o descaramento do imperialismo só se expressava aqui em períodos eleitorais, quando a sua Embaixada saía distribuindo dinheiro para candidaturas pró- imperialistas,de candidatos a vendedores do Brasil.

Sabíamos da existência da Cia, que estava em ação, mas ela não se deixava fotografar.


Só depois dos anos 80, tudo isso veio à tona.

Mesmo membros destacados do governo deposto demonstravam desconhecerem a existência de tal poderio armada .


Fala- se , hoje, que o presidente Jango tinha quase certeza de que os Estados Unidos poderiam invadir o Brasil à época.


Desta forma, o povo brasileiro sequer imaginava que a participação do imperialismo estivesse por trás, de forma tão direta e determinante, da organização do golpe de 31 de março.


Hoje, o imperialismo, a la Hitler, da forma mais descarada possível, diz: quero roubar o petróleo da Venezuela; quero dominar a América Latina; quero derrubar governos que se opõem a mim; mandei a CIA atacar o governo Maduro; roubei navios de petróleo da Venezuela; quero o fim do governo Maduro...

não respeito nenhuma lei internacional; pode me chamar de bandido , de delinquente; não importa; vou para o vale-tudo; para a lata de lixo qualquer lei contrária a que eu use minhas armas na defesas de meus interesse, atacando países...


Depois da Alemanha nazista , é a primeira vez que um imperialismo se manifesta de forma tão abertamente descarada seus obejtivos criminosos.


É a volta do fascismo , sem disfarce. Coisa de uma potência em certo declínio que, como a Alemanha de Hitler, só acha um caminho para tentar recuperar terreno perdido: a violência militar.

Ameaça a um mínimo de paz mundial.


Diante de tudo isso ' fim de quaisquer dúvidas. O inimigo fica sem disfarce.

Assim, só traidores de seu povo ficam do lado dele, achando que seu próprio país deve tornar-se uma nova colônia do Grande Delinquente Global.


Do mais, não há mais espaço mental para alguém de esquerda , com um mínimo de patriotismo, de sentimento latino-americano, dizer-se em dúvida sobre a necessidade de participar da luta de solidariedade ao povo da Venezuela e do nosso próprio continente. E, da mesma forma, ter dúvida de que nosso país, neste contexto, também é alvo do banditismo do imperialismo mais delinquente da atualidade, um monstro fora da lei.

Alberto Souza - Ex-vereador em SBC, Sindicalista e Escritor.



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