VITÓRIA DA AMÉRICA LATINA


Alberto Souza ***
Por dias e mais dias, multidões do povo brasileiro - estudantes, trabalhadores e trabalhadoras, gente das diversas idades - foram às ruas e praças, em brados contra o fascismo e o imperialismo; em defesa da democracia, dos direitos sociais e pela soberania do Brasil. Milhões de vozes contra Flávio Bolsonaro, o candidato do Delinquente Global e seu império.
O que resultou na sua derrota, em 25/10.
Esta vitória do nosso povo, de imediato, foi comemorada por todas as forças antifascistas e antiimperialistas da América Latina:
a começar pela manifestação emocionada da presidenta do México, Cláudia Shinbaw, ao parabenizar o Brasil e Lula; além de expressões de contentamento de movimentos sociais da Argentina e de outros países do nosso continente.
Em especial, comemorou o povo venezuelano, vítima de invasão militar da maior organização criminosa do nosso planeta, sequestrando seu presidente e sua companheira do dia a dia e da luta. Comemorou o povo cubano, vítima de um bloqueio econômico e comercial criminoso que tanta afeta a sua vida. Crime odiado por todos os humanos do mundo que não têm aversão à humanidade.
Dia 26, a América Latinha amanheceu sentindo - se mais livre: dos seus cerca de 650 milhões de habitantes, a maioria de 35 % deste total disse nas urnas que " o Brasil não cabe em nenhum quintal."
Assim, a vitória do povo brasileiro é, por extensão, também de todos povos da América Latina.
" A América Latina não cabe em nenhum quintal".
A luta do nosso povo contra um traidor do nosso país - serviçal de uma potência colonialista, disposto a lhe entregar nossas riquezas e soberania - não foi uma revolução, mas não deixou de ser revolucionária, inerente a todas as batalhas antifascistas e antiiperialistas.
Alberto Souza - Ex-vereador em SBCampo, Militante sindical e Escritor.



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