Em tempos de contrarrevolução!


DOJIVAL VIEIRA***
Companheiros e companheiras.
Peço que, neste sentimento de ressaca generalizada entre nós, não nos esqueçamos do seguinte:
1 - Estamos vivendo, há anos, em tempos de contrarrevolução. Faz tempo. Penso que desde o impeachment da Dilma. Não esquecer que antes tivemos as manifestações de 2013;
2 - A esquerda liberal institucional, normalizou a contrarrevolução. O governo Lula a normalizou. Terceirizou a resistência popular ao golpe e a intentona bolsonarista de 08/janeiro para o Judiciário (Alexandre de Moraes). Nunca houve um único alerta e chamado ao povo;
3 - Não se enfrenta uma contrarrevolução com "medidas "boazinhas, "políticas públicas" assim genéricas. Só não perdemos no primeiro turno porque nos últimos 15 dias Lula começou a falar a língua do povo - proibição das Bets, fim da jornada 6x1 etc.
4 - O bolsonarismo fascista/entreguista é a cara visível da contrarrevolução. Por trás dele, estão pastores fundamentalistas, o sionismo evangélico, o imperialismo norte-americano é uma burguesia herdeira da Casa Grande e do escravismo.
5 - Não é hora de fazer balanço dos nossos erros, que não são poucos. Seria premiar o inimigo, desperdiçando o tempo que corre contra nós.
6 - A hora é de buscar o voto que se absteve - 30 milhões - e radicalizar nas posições, alertando para a ocupação do imperialismo e o que significa no Brasil, um governo das milícias;
7 - Desde 2022, com Lula temos ganhado tempo para impedir que a onda contrarrevolucionária se transforme num tsunami. Esta eleição marca a chegada do tsunami. A hora agora é construir diques de contenção, impedindo com a eleição de Lula que a água do esgoto do fascismo, mal cheirosa e putrefata se alastre.
8 -Se lograrmos êxito, estaremos abrindo um novo ciclo da luta de classes no Brasil, porque teremos que ocupar as ruas e organizar o povo para confrontar a contrarrevolução em todos os espaços.
9 - A hora é agora. Sem vacilações, nem recuos. Se formos derrotados os nossos filhos, os nossos netos lembrarão de nós, não como a geração que enfrentou a ditadura empresarial militar, mas a que foi derrotada pela contrarrevolução encabeçada por uma família de milicianos delinquentes que ocupou pelo voto o Estado e as instituições da democracia burguesa decadente.
10 - A história não perdoa a vacilação e a tibieza dos que carregam, como nós, os valores e as bandeiras de um Brasil Revolucionário e socialista.
VENCEREMOS!
SP 05/OUTUBRO/2026
DOJIVAL VIEIRA- JORNALISTA E ADVOGADO



Concordo em parte,pois se não soubermos do que está errado continuaremos a insistir no erro,ai fazer isso pioraremos a situação, pois foi a esquerda liberal que nos colocou lá e urge a mudança urgentemente,a mudança de discurso para a luta de classes contra o discurso do eu abstrato do identitarismo que é o integrante principal da esquerda liberal. A população é conservadora nos costumes, não necessariamente no que tange a economia e os direitos trabalhistas. A prova disso é que a maioria esmagadora apoia o fim da escala 6 por 1!!!!