EM DEFESA DA SAÚDE E DA DIGNIDADE: APEOESP SBC EXIGE PERÍCIA HUMANIZADA
- Aldo Santos

- há 4 dias
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Basta de desumanidade contra quem cuida da educação pública!
Cumprindo deliberação da Executiva Regional, a Subsede da APEOESP de São Bernardo do Campo, junto a Representantes de Escola e professores(as), realizou panfletagem de protesto em frente à clínica UEMI (Setor de Perícias Médicas), na Rua Bering.
A categoria manifestou sua revolta contra o absurdo indeferimento em massa de mais de 70 licenças-médicas desde o início do ano.
O sindicato denuncia uma verdadeira aberração e o total desrespeito à vida: o perito do Estado tem negado sistematicamente o direito ao tratamento de saúde de professores(as) acometidos por doenças graves, profissionais em pós-operatório (inclusive portando pontos de cirurgias recentes) e trabalhadores com quadros psiquiátricos severos. Em um dos relatos mais chocantes apresentados na manifestação, uma professora teve negada a licença-acompanhante para cuidar do próprio filho pequeno, que necessitava de uso de antibióticos e cuidados redobrados em decorrencia de pneumologia do próprio filho pequeno. É crueldade contra a categoria no momento de sua maior fragilidade!
Pressionado pela mobilização, o diretor responsável pela clínica, Dr. César, finalmente respondeu ao segundo ofício protocolado pela APEOESP, onde solicitava reunião para esclarecimentos dos fatos.
Em tom de esquiva, a gerência da UEMI lavou as mãos, alegando que a clínica apenas "cede o espaço físico" para o Estado e que não possui qualquer vínculo com os peritos. Segundo a direção da clínica, a responsabilidade exclusiva pelas contratações e pela conduta médica é do DPME (Departamento de Perícias Médicas do Estado).
A Subsede de SBC deixa o recado bem claro: o jogo de empurra não vai nos paralisar. Se a culpa é do DPME, nossa próxima parada de luta será na porta do órgão estadual!
A comissão do sindicato chegou ao local às 9h e flagrou o descaso com o servidor público logo na entrada: varios colegas aguardavam atendimento sob o frio da manhã, enquanto o perito responsável, Dr. Lucas, chegou com uma hora de atraso, por volta das 10h.
Após o atendimento da recepção, a comissão da APEOESP foi recebido em audiência com o perito. Olho no olho, o Dr. Lucas teve que ouvir as denúncias contundentes e os casos dramáticos levados pelas professoras e conselheiros. O sindicato exigiu o óbvio:
Pontualidade e respeito com o tempo do trabalhador;
Atendimento humanizado, que respeite o Código de Ética Médica e a preservação da vida;
Soberania dos laudos dos médicos assistentes, afinal, quem conhece a realidade do paciente é o médico que assina o atestado e carimba o CRM, e não um perito que avalia o professor em poucos minutos.
O perito — que manteve postura bastante reservada — comprometeu-se a buscar melhorias no aspecto humano dos atendimentos e alegou que seu trabalho também é fiscalizado pelo Estado.
A Subsede da APEOESP de São Bernardo do Campo considera que a panfletagem e a reunião foram vitoriosos para demonstrar a força da nossa organização e desmascarar a política de adoecimento promovida pelo Estado. O sindicato já está acionando a Direção Estadual da APEOESP para arrancar uma intervenção imediata junto à cúpula do DPME, em São Paulo o mais rápido possivel.
Orientação da Subsede: Professor e professora, não aceite a injustiça de joelhos! Teve a licença negada ou foi maltratado(a) na perícia? Procure imediatamente as Subsedes da APEOESP para que possamos dar o devido encaminhamento jurídico e sindical ao seu caso.
Quem luta, conquista!
A saúde do trabalhador da educação não é mercadoria!
DIRETORIA DA SUBSÉDE DA APEOESP – SÃO BERNARDO DO CAMPO



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