"Rumo a estação Catanduva ", o veneno no ar


Elaine Camilo*** Nesses últimos dias de recesso, tive o prazer de ler "Rumo a estação Catanduva" do Aldo Santos. Uma linguagem simples e uma narrativa super fluida, ilustrações que interagiam, lembrando que simplicidade é, na verdade, sofisticação. Sim, quanto mais simples, mais sábio, mais belo. Uma história de vida que se confunde com os clássicos da literatura de gigantes como José Lins do Rego e Graciliano Ramos. Uma história de vida e uma denúncia sobre como é a atitude da elite do atraso deste país, só pra lembrar Jesse de Souza. É a história da desigualdade , da exploração do trabalho, da absoluta falta de assistência médica. A síntese da realidade. E o momento da briga dentro do hospital é o ponto de virada e que reviravolta! Nietzsche tem uma frase mais ou menos assim: "Aquilo que não te mata, te fortalece". Foi uma duríssima experiência, mas que forjou o grande Ser Humano que é Aldo Santos. Tenho muito orgulho e alegria por estar ao seu lado. Aprendi e continuo aprendendo muito com sua grandiosidade de caráter e de espírito. Obrigada por estar conosco, Aldo. Elaine Camilo, profa de Literatura da rede estadual de ensino, moradora de SBC, militante sindical. Atualmente trabalho na EE "Célio Luiz Negrini "

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