POR UM “8 DE MARÇO” ANTI-IMPERALISTA E INTERNACIONALISTA!


O Dia internacional da Mulher foi instituído pela Segunda Internacional Socialista (partido mundial da revolução proletária) em 1911, para marcar a luta internacional da mulher trabalhadora contra a opressão capitalista sobre os trabalhadores, dia esse originado na luta das operárias nova-iorquinas queimadas em 1857 quando lutavam por seus direitos.

Neste “8 de Março” de 2022, o choque internacional mais decisivo entre a classe proletária e a burguesia imperialista é a guerra na Ucrânia - que ocorre entre as nações imperialistas (EUA, Inglaterra, França, Alemanha e seus aliados, representados militarmente na OTAN) e uma nação oprimida, Rússia. O território ucraniano é utilizado de modo estratégico pelas nações imperialistas para seus fins expansionistas de exploração econômica contra Rússia e demais nações oprimidas da Europa e Ásia.

O governo ucraniano de Zelensky é apoiado e sustentado em bandos nazifascistas que dominam e massacram a classe trabalhadora ucraniana. A ascensão do nazifascismo na Ucrânia é parte do processo de surgimento de grupos de extrema direita na Europa, avançando qualitativamente com a vitória de Donald Trump (2016), Victor Orban (em 2010 no Leste Europeu) e Bolsonaro (2018) na América Latina.

O nazismo é historicamente o maior trunfo de dominação capitalista sobre a classe trabalhadora, posto que sob regimes nazifascistas ou fascistizantes as massas trabalhadoras, sobretudo as minorias (mulheres, negros, homossexuais, indígenas, e outras) são arrastadas ao nível máximo de exploração e opressão: miserabilidade, violência física e aniquilamento de suas forças produtivas, significando a perda quase completa dos seus direitos, justificando os extermínios físicos, o desemprego, a fome, a perseguição política, religiosa, étnica e outras.

A ascensão de partidos e movimentos nazifascistas ocorre justamente no momento de profunda crise do capitalismo (iniciada em 2008), gerando uma média de 200 milhões de desempregados oficiais no mundo e agravada pela pandemia da covid-19; somente o Brasil tem 15 milhões de desempregados oficiais em 2021 a taxa de desemprego da mulher chegou a quase 18% contra quase 12% dos homens.

Aumenta, sob regimes nazifascistas, o desrespeito ao sexo feminino e à discriminação da mulher, visível tanto na violência doméstica, nos estupros, nos sequestros e tráfico internacional de mulheres para prostituição quanto nas perdas de seus direitos como o direito ao aborto, diminuição da licença maternidade, redução de creches, os quais se agravam em todo o mundo. No Brasil, por exemplo, a reforma previdenciária quase equiparou o tempo de trabalho da mulher ao do homem e na pandemia a mulher grávida não pode se afastar do emprego.

É nesse cenário de ascensão do nazifascismo na Europa que a operação militar russa na Ucrânia é defensiva, pois encarna a luta anti-imperialista e a luta contra os nazifascistas na Ucrânia, financiados e apoiados pelos Estados Unidos, Inglaterra e governos de países europeus (Polônia, Romênia, Holanda e outros). Portanto, este “8 de Março” de 2022, deve ser um Dia Internacional da mulher trabalhadora para apoiar a Rússia incondicionalmente na sua guerra defensiva contra o imperialismo.

Neste sentido, é dever dos revolucionários denunciar e rechaçar a ofensiva imperialista norte americana/europeia na Ucrânia, defender a Rússia como nação oprimida e derrotar o governo Bolsonaro nas urnas e nas ruas, exigindo a revogação das reformas trabalhista, previdenciária, reforma do ensino médio.

Fração Trotskista – Vanguarda Proletária

Pela Reconstrução da Quarta Internacional

E-mail: vanguarproleta@hotmail.com

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