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Os/as filósofos/as tomam partido diante das eleições


BOLETIM ESPECIAL – Os/as filósofos/as tomam partido diante das eleições*** No dia 02 de outubro próximo iremos mais uma vez às urnas para eleger nossos representantes no Congresso Nacional - deputados federais e senadores, os deputados para as Assembleias Legislativas dos 26 Estados da Federação e o Distrito Federal; elegeremos também os governadores dos Estados e o presidente da República. Estamos cientes de que as eleições não resolvem, por si só, os graves problemas que enfrentamos diante de uma crise que se aprofundou com a pandemia da Covid-19 e se agravou com a guerra na Ucrânia. Todavia, a forma irresponsável e equivocada com que o governo federal enfrentou a pandemia, principalmente com as atitudes negacionistas do próprio presidente e dos que o rodeavam, como o incompetente e corrupto ministro da saúde, general Pazuello, o tal “tratamento precoce” e as propagandas enganosas de remédios que não curavam da Covid-19, o número de mortes no Brasil superou em muito a média mundial; milhares de vidas poderiam ter sido poupadas, mas lamentavelmente estamos atingindo os 700 mil mortos oficiais; com certeza a postura desumana e irresponsável do presidente é um dos principais fatores que levaram a tantas mortes. A falsa oposição entre as medidas de combate à pandemia e a atividade econômica feita por Bolsonaro representou uma tática negacionista desastrosa e prejudicial a ambas as coisas, tendo como vítimas a própria população. A briga entre governo federal e governadores apenas tornaram mais agudos o desemprego, a precarização do mundo do trabalho e a volta do país ao “mapa da fome” da ONU em 2021, mapa este do qual havíamos saído em 2014. No Estado de São Paulo, ainda que o governo Dória/Garcia tenha tomado medias importantes no combate à pandemia, suas desavenças com Bolsonaro, que havia apoiado na eleição de 2018, trouxeram inúmeros prejuízos para a economia estadual junto com as desonerações fiscais de bilhões, o que detonou candidatura Dória à presidência, obrigando-o a desistir da mesma. Além do mais, o então governador João Dória fez aprovar medias privatistas, atacando os serviços e os servidores públicos, chegando ao cúmulo de sobretaxar os aposentados e pensionistas que viram sua renda ser confiscada em plena pandemia, um crime contra aqueles que trabalharam e contribuíram a vida inteira para ter o direito a uma aposentadoria digna. A APROFFESP está na luta para que o PDL-22/2020, de autoria do deputado estadual Carlos Giannazi – PSOL/SP, já aprovado em todas as Comissões da ALESP e que revoga o confisco dos aposentados e pensionistas, seja votado em plenário ainda nesta legislatura. #VotaPDL22já! O governo Dória/Garcia, seguindo a política privatista do PSDB, fez também aprovar leis prejudiciais aos professores, como foi a da “nova carreira do magistério”, uma verdadeira destruição da já desfigurada carreira dos professores, bem como dos agentes escolares. E toda essa nefasta política contou sempre com o apoio dos “adversários” bolsonaristas, agora representado pela candidatura de Tarcísio de Freitas do Republicanos; eles são faces da mesma moeda elitista, conservadora e autoritária e certamente irão se unir no segundo turno das eleições paulistas para impedir que o primeiro governador progressista da história seja eleito em São Paulo, o professor Fernando Haddad, que foi um ótimo ministro da educação dos governos Lula. Quanto ao governo federal, cujo atual presidente tenta a reeleição, deixamos claro que somos contra a política ultraliberal de Paulo Guedes, que segue a mesma linha das reformas do golpista Temer e somente têm retirado direitos dos trabalhadores; somos contra a falta de investimentos e equívocos graves na área da educação, da saúde, do meio ambiente, política externa, da segurança pública e da cultura. A cartilha conservadora e protofascista do bolsonarismo, aliada à ingerência de pseudo lideranças “evangélicas” nos ministérios, é um verdadeiro retrocesso civilizatório no campo dos costumes, do combate aos preconceitos, ao racismo e à violência contra as mulheres e negros, à destruição das florestas, tendo na disseminação do ódio ao diferente, na defesa das armas como solução e à distorção dos fatos de nossa própria história seu combustível mortal e seu veneno. Contra esse retrocesso é que nos colocamos radicalmente contra a reeleição de Jair Messias Bolsonaro, que de “messias” e de mito nada tem! Devemos apoiar as candidaturas que de fato se colocam ao lado do povo, dos trabalhadores, votando nos mesmos para fazemos uma bancada popular forte tanto em nível estadual, na ALESP, como em nível federal, elegendo deputados e senadores progressistas, comprometidos com as lutas populares, o emprego e os salários. Não podemos esquecer também das reformas da educação iniciadas no governo golpista de Michel Temer, principalmente a Lei n° 13.415/17 da contrarreforma do ensino médio e a nova BNCC que, em nome de uma modernização do ensino, comete vários equívocos e erros, sendo o principal deles a desvalorização das disciplinas científicas, principalmente das Ciências Humanas e a Filosofia. Qualquer candidato que mereça o nosso apoio deve se comprometer a rever essa lei e a conversar com as entidades de classe dos educadores brasileiros que não têm tido voz nem vez nas ditas “reformas” da educação, cujos governos estadual e federal só ouvem os representantes da educação tecnicista, neoliberal e empresarial. Educação não é mercadoria! Para finalizar, APROFFESP, ao mesmo tempo em que se preocupa com os avanços da extrema direita e do fascismo através das hordas fanatizadas e violentas do bolsonarismo miliciano, ao ataque infundado às urnas eletrônicas, ao discurso de ódio e divulgação de “fake news”, se coloca ao lado de todos/as aqueles que lutam em favor da Democracia fundada nas organizações populares, em favor do Estado de Direito, das liberdades democráticas, do conhecimento, da justiça social, do trabalho e da vida. Os intolerantes não podem ser tolerados! #DitaduraNuncamais! #200 anos de independência do Brasil – para quem?


DIRETORIA DA APROFFESP (2021 – 2024) Presidente: Francisco Paulo Greter Vice: Anízio Batista de Oliveira Secretária: Vera Helena Alberich Vice: Alvira Soares Reis Tesoureira: Sônia Maria de Almeida Vice: Osmar Francisco de Almeida Diretor Organizativo de Comunicação e Propaganda: Diego de Moraes Marion Milan Diretor Adjunto: Ederson Rodrigues Cordeiro Diretor Org. Políticas Pedagógicas/Rel. Acadêmicas/ Legislação: Selma Leite Galindo da Silva Diretora Adjunta: Roseli da Silva Fernandes Diretor Org. de Movimento Sindical e Relações Sociais: Aldo Josias dos Santos Diretor Adjunto: Miguel Nogueira da Silva Diretor Organizativo da Capital e Grande São Paulo: Anilton Oliveira Santos Diretor Adjunto: Marcos Rubens Ferreira Diretor Org. do Interior: Ademir Alves de Lima Diretor Adjunto: Rodrigo Pereira Lira Alexandre




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