O respeito é bom e todos e todas merecem!






Em reportagem publicada no DGABC, no início oficial da campanha eleitoral deste ano, em (27/09/2020), o candidato a prefeitura de São Paulo, Guilherme Boulos falou de suas pretensões políticas, adiantou seu posicionamento sobre o segundo turno das eleições e disse que acompanha de perto a candidatura de Bruno Daniel em Santo André.

O jornalista ao final da entrevista advertiu que: “...Mas nem em todas as cidades o processo de escolha foi tranquilo – em São Bernardo, por exemplo, o ex-vereador Aldo Santos foi acusado por militantes de não abrir o partido para a renovação...”.

Diante do recorte destacado pelo entrevistador, Boulos respondeu: "...Em relação aos lugares onde houve crise, Roupa suja não se lava na rua. Roupa suja se lava em casa...”.

Uma resposta num dado contexto, sem conhecimento de causa, mas bem diferente do velho Plínio de Arruda Sampaio, que ao ser indagado, em 2010 sobre o candidato a vice-governador pelo Psol em São Paulo, que estava sendo acusado de ser ficha suja e sem tergiversar disparou: "...O Aldo Santos é ficha ouro, pois nos orgulha muito sua trajetória em defesa dos sem tetos..."

Vale ressaltar que em nota a TLS afirmou que outras investidas por dirigentes de grupos organizados tentaram descaracterizar a militância do ex-vereador Aldo Santos, não especificando na referida nota, quais grupos ou tendências internas que apresentam tais comportamentos.

"...Abrindo debate...

Camaradas hoje lendo uma matéria do diário do Grande ABC vendo a matéria do Guilherme Boulos, em um momento o jornalista questiona as divergências internas com o camarada Aldo Santos. Guilherme Boulos estrategicamente respondeu que “divergências internas resolvemos em casa”.

Há algumas semanas fui procurado por diversos dirigentes de correntes do PSOL, questionando uma denúncia que receberam, falando que a TLS tinha se aliado ao que tem pior no PSOL em São Bernardo do Campo no caso com o Camarada Aldo Santos.

Referente a todos os fatos irei me posicionar com esta nota.

Aldo Santos militante orgânico dos movimentos sociais desde a década de 80, foi fundador da ALS que se tornou TLS e há alguns meses já não está mais na corrente. Foi vereador por 4 mandatos na cidade de São Bernardo do Campo, e durante sua vereança sempre esteve ao lado da classe trabalhadora e dos movimentos sociais. No seu último mandato foi ajudar a socorrer algumas pessoas em uma desocupação (Acampamento Santo Dias) e por conta desse ato foi punido pela justiça burguesa. Aldo está inelegível porque estava ajudando o movimento social, ao contrário de diversos políticos envolvidos em corrupção.

Conheci o Aldo participando dos movimentos sociais. Se tinha algum movimento lá estava o Aldo Santos. Tenho algumas divergências com Aldo, mas unicamente estão no campo das ideias. Aldo nunca foi inimigo de classe, e nunca esteve no campo liberal ou reacionário.

Quando começaram algumas divergências em São Bernardo considerei que ia ficar no campo das ideias e de forma interna. Mas desculpem camaradas, estou muito preocupado com a postura que alguns companheiros e companheiras vem tomando. Considero desonestas as afirmações que vêm fazendo sobre o camarada Aldo, assim como acho que quem vem passando esse tipo de informações para jornais está no partido errado, pois cumprem o papel de “quinta coluna”, expondo o companheiro dessa forma para os leões.

Considero que essa postura de querer acabar com a imagem de luta de um camarada de tantas décadas e fundador do PSOL não pode continuar.

Tarcísio Aparecido Ramos

Direção Estadual da TLS”.

Ao ser indagado pessoalmente sobre o todo o ocorrido que foi divulgado, Aldo afirmou: ”Me sinto agredido e condenado pela direita e parte da "dita esquerda", mas nada e ninguém impedirá meu compromisso e propósito de lutar por um mundo novo".

Em decorrência desta polêmica, inúmeras pessoas explicitaram as mais variadas argumentações sobre mais este episódio, que além dos ataques ideológicos, trata-se também de uma postura velhofóbica.

Uma pena que existam pessoas ou agrupamentos ditos “revolucionários” com argumentações frágeis, de conteúdo abjeto, rasteiro e reacionário.


“É preciso auto-disciplina interior, maturidade intelectual, seriedade moral, senso de dignidade e de responsabilidade, todo um renascimento interior do proletário. Com homens preguiçosos, levianos, egoístas, irrefletidos e indiferentes não se pode realizar o socialismo.

Rosa Luxemburgo


Vidas, lutas e sonhos que seguem!


*Comunicação

Aldo Santos- Militante das causas sociais, sindicais e do Psol.*

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