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O 1º de Maio na Praça da Sé e a necessidade de afirmar nossa autonomia de classe


Como sugere a própria denominação da data, a importância que o Dia Internacional dos Trabalhadores/as ultrapassa as fronteiras nacionais e as particularidades conjunturais que a nossa classe enfrenta em cada país.

As crises econômicas e políticas de nosso tempo infligem aos trabalhadores e trabalhadoras de todo o mundo uma enorme resistência e capacidade de unidade por parte das forças populares, revolucionárias e anti-imperialistas, a fim de fazer frente a todo o retrocesso levado adiante pela burguesia financeira, que vem promovendo o aprofundamento das políticas neoliberais, a ascensão de novas expressões de movimentos e figuras nazifascistas, e o financiamento sistemático de guerras de maior ou menor projeção para manutenção da hegemonia alcançada em todo o mundo pelo imperialismo estadunidense, que atingiu seu ápice após a queda da URSS.

Dizemos que o apelo a unidade é tarefa fundamental para podermos resistir ao avanço reacionário e nos fortalecermos para a conquista de nossos objetivos. E uma vez que dizemos isso, também dizemos que é necessária a afirmação de nossas diferenças programáticas e ideológicas com aqueles que veem na conciliação de classes um fim em si mesmo, e que se recusando a serem consequentes na luta contra seus exploradores, submetem os interesses do povo pobre a acordos com os representantes do capital.

O 1º de Maio simboliza a luta violenta que durante séculos foi travada pela nossa classe frente à recusa por parte das burguesias em reconhecer aos trabalhadores e trabalhadoras o mínimo de dignidade que mereciam e merecem.

Esta data foi construída por uma luta internacional por aqueles que se recusaram a aceitar serem eternamente escravizados, e por esse motivo devemos dizer que, apesar da unidade tática que por vezes nos vemos forçados a fazer com segmentos conservadores para frear o avanço da extrema-direita, é necessário afirmarmos que deles somos diferentes em grau e gênero, que temos interesses fundamentalmente antagônicos, e que dia onde celebramos a luta dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o mundo contra o capital, não aceitamos e não aceitaremos dividir nossos palanques nossos inimigos de classe.

A consciência dos que almejam o socialismo não pode jamais ser colocada em jogo em prol de ilusões, e é neste sentido que afirmamos nossa presença neste 1º de Maio no ato da Praça da Sé, pela revogação do Novo Ensino Médio, da reforma trabalhista, das criminosas privatizações de nossa patrimônio nacional, longe das ilusões e falsas declarações de apoio a nossa causa, e pelo compromisso e autonomia de nossa classe.


Enfrente!




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