O governo sai derrotado na proposta do novo plano de carreira.


Por:Altair Lourenço***


O PLC 3/22 sobre plano de carreira, que também apresentava no projeto um índice de reajuste de 10%. O governo colocou o plano de carreira e esse índice para que os deputados (as) fosse pressionados a votar a favor do pacote todo. Pacote este que está no PLC, que será usado para destruir já o péssimo plano de carreira existente e expressado na lei 836/97.

Como já tinha ocorrido ontem, os deputados e deputadas apresentaram 149 emendas e além de um substitutivo. E também uma emenda de plenário, que exigia que o reajuste fosse desmembrado do plano de carreira, foi o que aconteceu na sessão do plenário de hoje. Desta forma o governo perdeu na votação do método do projeto. A Sessão não atingiu o número de parlamentares o suficiente para ser aprovado. O número necessário teria que ser 48, mas o governo só conseguiu 27. Isso significa que agora o projeto da carreira e reajuste poderá ser discutido e votado separados.

Portanto, foi derrubado o primeiro método que propunha votação única do governo. A votação foi suspensa para a próxima semana.


Agora não podemos abaixar a guarda e continuar pressionando os deputados e deputadas para que na semana que vem, o método de votação seja respeitado e votado em que plano de carreira seja separado do reajuste. E que qualquer plano de carreira que venha ser proposto, tenha que ser discutido com as entidades representativas e essas entidades faça um amplo debate com o conjunto do magistério.


Altair Lourenço - Professor da Rede Pública e militante sindical e do Psol.

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