Minhas misérias pessoais são pequenas diante das minhas responsabilidades


Por:Fernando Tolentino.


Comecei a me interessar por política eu era um adolescente, imaturo ao ponto de ainda ter a inocência de um menino. A militância política me encantou muito mais do que qualquer mulher, ainda continuo acreditando que é política é a busca coletiva do bem comum e não a apropriação dos bens dos comuns.

Mas foi a elite política brasileira que acabou com minha inocência e me fez um cético azedo e por vezes até desagradável e deselegante. Não vou citar ou narrar episódios para exemplificar e explicar meus desencantos porque não quero ferir suscetibilidades.

Em tese partido político é um coletivo de cidadãos que defendem coletivamente um projeto de estado e sociedade, mas no Brasil os partidos não tem identidade programática suficiente para superar a eterna e cansativa disputa por espaço , poder e dinheiro.

Infelizmente nos sindicatos laborais no Brasil repetem a lógica dos partidos políticos ao invés de organizar institucionalmente a classe trabalhadora para defender coletivamente seus interesses funcionais, jurídicos, financeiros e políticos. Sindicalista virou profissão e sindicalismo virou meio de vida para uma casta privilegiada de dirigentes sindicais liberados para organizar suas respectivas categoria, mas, servem a interesses políticos de seus grupelhos.

Aos que me venceram reitero que ainda não desisti , porque o maior castigo aos que não dão a devida importância para a política é ser dirigido por quem tem interesses políticos. Continuarei na luta sempre de forma intransigente do lado da classe trabalhadora.

A minha esperança sobreviverá, às trapaças, às traições e aos conluios nada republicanos dos hipócritas , dos demagogos e da elite política dirigente do Brasil.


Fernando Tolentino, ativista sindical, militante político-partidário do PSOL e servidor público municipal de São Bernardo do Campo.

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