Ler bons livros é preciso!


Por: Aldo Santos.




Normalmente após a leitura de cada livro acabo fazendo uma espécie de fichamento parcial, afim de divulgar e estimular a leitura também. Com a maioria das redes sociais, a prática da leitura de boas obras tem diminuído e, portanto, isso não ajuda em nada à superação das grandes barreiras que a falta de leitura corrobora.

Por conta de uma polêmica sobre a simbologia da bandeira brasileira, fiz uma importante pesquisa no livro “História do povo brasileiro”, da filósofa Marilena Chaui, onde a mesma discorre sobre o “Mito fundador e sociedade autoritária”, publicado pela editora da fundação Perseu Abramo.

Terminei de ler o livro da coleção “Feminismos Plurais, coordenada pela Filósofa Djamila Ribeiro cujo título é uma verdadeira polêmica temática sobre o “Lugar de Fala” uma publicação da editora Jandaìra, 6ª reimpressão. Em breve divulgarei o fichamento.


Recentemente recebi de minha filha o livro Luiza Mahin, uma obra de Armando Avena, publicado pela editora Geração. Neste livro o autor vai discorrer sobre os amores e a luta da líder da rebelião que reuniu todas as etnias para libertar os escravos e fundar um Estado Islâmico no Brasil.


Outra leitura obrigatória é o clássico do militante revolucionário e escritor Fanon, Frantz. Pele negra, mascaras brancas/Tradução de Renato Silveira, Salvador: EDUFBA, 2008. Em breve farei também o fichamento, como fiz do seu outro livro Os condenados da Terra.


Recentemente meu filho me emprestou o livro 21 lições para o século 21, ( Yuval Noah Harari) uma publicação da companhia das letras, do mesmo autor do livro SAPIENS E HOMO DEUS.


Estava lendo um belíssimo registro “Comunicado Popular na construção e preservação das memorias das lutas populares no Brasil”, décadas de 1970 e 1980, da escritora e jornalista Ana Valim, uma produção do Núcleo Piratininga de comunicação, 1º edição.

Com todos os cuidados sanitários, ela me presenteou em janeiro de 2021, este livro com a seguinte dedicatória "Aldo Santos, amigo e companheiro de vida e de lutas. Um pouco de minha trajetória e da comunicação popular no Brasil” . Estou também concluindo o fichamento para divulgar ainda mais este importante resgate histórico.


Exatamente na hora que estava organizando o registro do livro da Valim, chegou pelo correio o recente livro do Escritor LAURENTINO GOMES, Volume ll “Da corrida do ouro em Minas Gerais até a chegada da corte de Dom João ao Brasil”. O primeiro volume do mesmo autor “Do primeiro leilão de cativos em Portugal até a morte de Zumbi dos Palmares” é um clássico, uma leitura indispensável, em que pese, as discordâncias pontuais sobre sua leitura de mundo.


E por falar em leitura, gosto sempre de citar um pequeno livro de Paulo freire sobre “A importância do ato de ler”, uma bela indicação, para ajudar neste processo de reflexão permanente sobre a fundamental importância da leitura do mundo no texto em sintonia com o contexto, estabelecendo o pretexto para o aprimoramento do novo texto, como fruto da dialética e da práxis humana. “Paulo Freire foi um importante nome da educação brasileira, reconhecido mundialmente pela sua contribuição à alfabetização de jovens e adultos. Além disso, seu trabalho na filosofia da educação, pautado na liberdade e na autonomia do sujeito educando, traz reflexões indispensáveis para a prática do professor no contexto brasileiro.


O livro A importância do ato de ler: em três artigos que se complementam é uma coletânea de três conferências do educador brasileiro sobre o conceito de leitura que muito mais do que a decodificação e interpretação mecânicas, são formas de ler todo o mundo – o que acontece muito antes da alfabetização de um sujeito. São reflexões essenciais para educadores na busca por um ensino mais democrático”,( https://notaterapia.com.br/2020/04/15/as-18-melhores-citacoes-de-a-importancia-do-ato-de-ler-de-paulo-freire/)


Ou seja, a leitura de um livro revela sempre significativos momentos e o desvendar de um mundo implícito ou explicito.


Ler o mundo, acima de tudo é um ato libertário.


Aldo Santos-Ex-vereador em SBC, militante sindical, Diretor das entidades de filosofia –Aproffesp/Aproffib e militante do Psol.

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