Ernesto me convidou, mas este Ernesto não é o Ernesto de Adoniran Barbosa!!
- Aldo Santos

- 6 de mai.
- 2 min de leitura

Joaquim de Gino Netto***
A ENTREVISTA QUE REQUER SER VISTA VÁRIAS VEZES: SEMPRE!
Foi na TVT , em São Bernardo do Campo - SP.
Entrevistador = Ernesto.
Entrevistado = O professor Aldo Josias dos Santos!!
De antemão:
Ernesto!!
Disse-me, o companheiro, Aldo Josias dos Santos!!
Bem assim...
Companheiro Joaquim!!
Ernesto me convidou, mas este Ernesto não é o Ernesto de Adoniran Barbosa!! Este Ernesto não mora no Braz. Este Ernesto é da TVT (TV dos trabalhadores) e ele não a mim convidou para um samba, uma prosa qualquer!!
Ernesto a mim convidou para uma reflexão história acerca da labuta da classe trabalhadora no tempo e a minha inserção-militante, nesta geral labuta da classe trabalhadora!! Retrospectiva e perspectiva!
Este Ernesto faz a introdução usando o poema de Vinicius de Moraes, "Operário em Construção" de 1956!
Um parêntese:
Cuidado para não confundir este poema de Vinicius de Moraes com outro, também icônico, "Construção" de Chico Buarque de Holanda de 1971.
E o outrora (aposentado), professor de Filosofia, Aldo do Santos, filho da perspicaz e paradigmática militante, Dona Maria...
Começou começando...
Já na introdução da primeira resposta disse Aldo Santos que assunta, numa concepção dialética, a peleja da classe trabalhadora em geral.
E que, nesta luta de classe, há mais de 500 anos, o capital (os capitalistas) tem, por várias razões, levado a melhor em relação ao trabalho (os trabalhadores e as trabalhadoras). Infelizmente!! E podia ser pior, não fosse a resistência da classe trabalhadora!!
Desde o início do século XVI (colônia), Império (a partir do início do século XIX) e a República (ocaso do século XIX e aurora da República) sempre eles, a burguesia agrária (digamos assim), a burguesia industrial dirigindo este país consoante os seus interesses. A partir da década de 70 do século XX, a classe operária, a partir dos metalúrgicos do ABC, este cenário retromencionado, enfim, passa ser outro! Os embates dialéticos acontecem ali, o', no tete-a-tete, sem uma imposição de uma classe sobre a outra. Há resistência por parte da classe trabalhadora!!
E como bem relatou, Vinicius de Moraes, em seu poema do ocaso da década de 50 do século XX, o Operário em Construção continua dizendo à burguesia: "Assim não"!! Não e não e não!! Está pois aberta a discussão!! Sem a participação da classe trabalhadora não há produção!!
Resistir!! Continuar resistindo é preciso, pois!!
Uma entrevista que vale não apenas ser vista, mas para garantir uma acurada reflexão, ser revista, vista várias vezes!! O paradigmático entrevistado, como professor, nos educa e nos convida à, organizados, lutar, resistir, enfrentar!!
Joaquim de Gino Netto - Médico, Advogado, Filósofo e Escritor.



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