Acabei de ler o livro, Rumo à Estação CATANDUVA...




Solon Gama***




Acabei de ler o livro, Rumo à Estação CATANDUVA, escrito pelo grande lutador pelos direito dos trabalhadores e dos oprimidos, meu amigo e companheiro de lutas, ALDO SANTOS.


Conta a sua história e também de sua família.

História de Retirante nordestino que são obrigados a fugir da seca e da fome, principalmente nos anos 50, 60, 70 e meado dos anos 80 do século passado.


Nas últimas décadas do referido século, o Brasil estava submetido de uma sangrenta ditadura militar e o êxodo rural era a única saída para a grande parte dos nordestinos, principalmente os mais pobres.


Nós os nordestinos sempre fomos castigados pela seca e pela fome e pela perseguição por parte dos grandes proprietários de terras, e também por parte dos políticos de direita.


Durante a velha república que durou de 1894/1930 a chamada política do café com leite, quem mandava eram os coronéis que massacravam os pequenos e os sem terras no Nordeste. Até hoje, ainda predomina uma espécie de coronelismo com novas formas de exploração.


Por isso achei muito importante a revelação da sagra sofrida pela Família Santos, narrada pelo professor, Filósofo e Historiador, ALDO SANTOS.


A história da família Gama é parecida com a história da família Santos.

Minha mãe Dona Terezinha Gama, filha de retirante saíram de Brumado rumo a São Paulo a pé.

Minha vó estava grávida de minha mãe e vieram a pé até Caculé, distante 203 km. Chegando a Caculé minha vó deu a luz e morre de parto. Meu avô deu minha mãe recém-nascida para uma senhora, no dia 16 de outubro de 1930. Meu avô volta para Brumado a pé com os 6 filhos que foram entregues para os padrinhos em Brumado. E o meu avô seguiu para moradia em Pompeia, interior de São Paulo.


E minha mãe não chegou a conhecer o pai dela...

Alguns conseguem superar as dificuldades, outros morrem pelos caminhos da vida, como se isso pode ser chamado vida.


Como está no final do livro, “O menino viu o mundo escancarando as desigualdades, as injustiças, as explorações, as noites de dores sem fim. Viu e não gostou. Ressuscitado, decidiu transformá-lo”.


Por último, faço minha as afirmações que estão nas últimas palavras do livro:” continuar na luta pela destruição do capitalismo, rumo a uma sociedade comunista.”


Façamos a nossa parte em busca de uma vida melhor e de um mundo novo e libre do sofrimento.

Solon Gama. Histórico militante das lutas metalúrgicas no Grande ABC na década de 80, filiado ao Psol em Caculé-Bahia.



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