“Rumo a Estação Catanduva...” sob a luz da minha fé


Maria Dos Remedios Silva Nunes Araujo***



Aldo, foi uma alegria receber o seu livro dia vinte quatro de junho. Tirei a tarde de sábado para lê e refletir sobre sua história.

Muito obrigada.


Permita-me fazer uma breve reflexão sobre a obra “Rumo a Estação Catanduva...” sob a luz da minha fé. Por isso, vez ou outra, posso chamá-lo de irmão, pois somos todos filhos de um só Deus.

Sim, na mais tenra idade, você viveu uma via sacra e aqui peço licença para submetê-la ao sofrimento e as Santas Chagas abertas de nosso Senhor Jesus Cristo.


Quanto sofrimento meu irmão! Vindo do Ceará, com sua família em um pau de arara, enfrentando os maiores desafios e sofrimentos na estrada, não é de cortar o coração das pessoas boas e bem intencionadas?


Digo assim porque muita gente “poderosa” , sabe e conhece esse tipo de sofrimento, mas a ganância não deixa o amor modificar o coração dessa gente, e com isso a pobreza de muitos se transforma em miséria. É assim a nossa sociedade, desde os tempos mais remotos. Desde o início da colonização brasileira, nossa gente foi cruelmente massacrada.


Aldo Santos, você é um guerreiro desde muito cedo, me arrisco a dizer ainda no ventre de sua mãe, você já lutava pela vida. Segundo a sua narrativa, a família foi forçada a sair de sua terra natal, como tantas outras famílias, quase sem condições financeiras para sobreviver. Nesse contexto histórico, podemos imaginar que sua mãe, fez um pré-natal e teve uma gestação como merece uma mulher? Não!

Aí já começa o grande milagre de sua vida. Percebe-se a união, o afeto e, sobretudo, o amor em sua família. Isso se faz claro em sua narrativa.


“Rumo A Estação Catanduva...”, também nos conta sobre as dificuldades da família ao chegar e permanecer nesse rico estado de São Paulo. Era uma luta constante, por uma vida digna. Conta que o menino em certo dia precisou roubar uma galinha para matar sua fome, fora do seio da família, diga-se de passagem. Isso após um envenenamento sofrido, por falta de proteção e cuidados básicos.


Não se assuste caro leitor, era assim mesmo que os nossos familiares defendiam suas lavouras das pragas, lá na roça. Como eu ia dizendo, o menino Aldo, enfrentou a moléstia da tuberculose, suas crises mais terríveis, de medo, angústia, dores e o perigo da cidade grande. Tornou-se esse homem provado na dor e em grandes sofrimentos, porém muito forte para lutar, resistir e vencer. Vive numa luta constante em prol dos oprimidos.


Meu irmão em Cristo, você tem todo o meu respeito e admiração. Continue seu caminho, de joelho para Deus e de pé para a sociedade.

Abraço!


Maria Dos Remedios Silva Nunes Araujo-Professora da rede Pública Estadual


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