A DERRUBADA SIMBÓLICA DE JOÃO RAMALHO?
- Aldo Santos

- 27 de abr.
- 2 min de leitura

Thais Aparecida Teles dos Reis***
19 DE ABRIL: DIA DE HONRAR OS POVOS INDÍGENAS, NÃO OS SEUS ALGOZES.
Hoje, 19 de abril de 2026, o Brasil celebra a resistência dos povos originários. Mas aqui no Grande ABC, ainda vivemos sob a sombra de um passado de violência. Já parou para pensar por que nossas crianças ainda entram em escolas e nós caminhamos por ruas que levam o nome de João Ramalho? UMA HERANÇA TÓXICA EM TODO O ABC: Não é apenas uma escola.
O nome de João Ramalho está espalhado por São Bernardo, Santo André e São Caetano. São avenidas, ruas centrais e fachadas escolares que estampam o nome de um homem que a história oficial tentou "limpar", mas cujos registros provam sua brutalidade.
A VERDADE QUE A PLACA ESCONDE (Fatos Verídicos): João Ramalho não foi um herói povoador. Ele foi o primeiro grande mercador de escravos indígenas do Planalto. Sequestro de Infância: Ele liderava expedições armadas para cercar aldeias e capturar crianças, que eram vendidas como mercadoria para o trabalho forçado.
Brutalidade contra Mulheres: Registros da época (incluindo cartas de jesuítas) relatam como ele tratava mulheres indígenas como objetos e moeda de troca, destruindo famílias inteiras para garantir o lucro da colônia.
O “Bacharel da Morte”: Enquanto ele enriquecia, nações indígenas eram dizimadas pela violência e pela escravidão que ele institucionalizou aqui mesmo, onde hoje moramos. POR QUE A RETIRADA É URGENTE EM 2026? Manter o nome de João Ramalho em uma placa de rua ou no portal de uma escola é validar o crime.
Em 2026, não podemos mais aceitar que o “sucesso” construído sobre o massacre de mulheres e o sequestro de crianças seja motivo de homenagem pública. Retirar essas placas e trocar os nomes dessas escolas não é apagar a história, é fazer justiça. É dizer que o ABC respeita a vida, respeita as mulheres e protege a infância.
Neste 19 de abril, vamos limpar o nosso mapa. Chega de homenagear carrascos!
Thais Aparecida Teles dos Reis - Estudante de Gestão Pública e ativista popular.


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